Newsletter Nº 46
Março de 2006

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Entrevista com o Engº Ricardo Matias

“O vidro é o aliado natural do caixilho”


    Engº Ricardo Matias

“A CERTIFICAÇÃO TÉRMICA DOS EDIFÍCIOS VAI REVOLUCIONAR O MERCADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL”

“A TECHNAL SÓ OPERA NO MERCADO QUE REQUER MAIORES EXIGÊNCIAS E REQUISITOS TÉCNICOS”

“NA TECHNAL, ACOMPANHAMOS SEMPRE A CAPACIDADE CRIATIVA DO ARQUITECTO E A PRODUTIVIDADE DO INSTALADOR… PENSAMOS CLIENTE!”

“O VIDRO É O ALIADO NATURAL DO CAIXILHO”

“NÃO CHEGA QUE A COMBINAÇÃO CAIXILHO E VIDRO SEJA BOA. É PRECISO QUE A INSTALAÇÃO TAMBÉM O SEJA. SE ASSIM NÃO FOR…!”

Quem o diz é o Engº Ricardo Matias, da Technal, no contexto da entrevista que a seguir lhe transcrevemos:

Engº Ricardo Matias

- “Lá na América, é que...!”, –“Agora na América, a engenharia...!”.

Era assim que, às refeições, por vezes começavam as animadas conversas entre o pai, Ricardo Matias e o seu irmão, sobre temas de engenharia, e não só. Essas conversas reflectiam bem
a curiosidade e o fascínio, deste trio familiar, sobre o que acontecia nos EUA, enquanto centro de gravidade de inovação tecnológica. Mas essas conversas traduziam também a coerência e a harmonia da própria família. Por alguma razão o pai e os dois filhos são todos engenheiros!

Hoje, Ricardo Matias, Engº Civil, nos seus 57 anos, deixa transparecer o seu legítimo orgulho num percurso profissional, pleno de realização, todo ele dedicado a uma empresa e desde que ela foi criada, a Technal. Ricardo Matias, é hoje uma referência incontornável no mundo da construção civil e o seu nome é indissociável da Technal.

NOTÍCIAS SAINT-GOBAIN GLASS: O que é hoje a Technal?

Engº Ricardo Matias: Em termos de enquadramento empresarial, a Technal é hoje uma empresa do Grupo Hydro. No mundo da caixilharia, e concretamente em Portugal, o Grupo Hydro em Portugal tem duas marcas no ramo da caixilharia para a construção civil — Technal e Domal. A Domal é uma empresa com muita qualidade, mas que se dirige a um mercado mais massificado, logo com produtos mais estandardizados.

Por sua vez, a Technal é uma empresa que se dirige a um segmento Premium. Quer isto dizer que a Technal só opera em obras com elevada exigência e requisitos tecnológicos. É por essa razão
e também pela sua história, que a Technal reclama ser a marca líder do mercado da qualidade,
e como tal reconhecida como uma marca de grande prestígio. Temos bem a noção do peso e responsabilidade deste capital de confiança que o mercado nos conferiu e a quem nós nunca nos cansamos de servir!

SGG: Será que nos pode dar uma ideia desse tipo de obras a que se refere?

RM: Olhe:… eu diria que são as grandes obras… bancos, seguradoras, hospitais, grandes empresas, grandes empreendimentos de condomínios de habitação, a moradia individual, a habitação social… ou seja, tudo onde é necessário isolar o exterior do interior, com conforto, com segurança, com durabilidade e, claro está, também dentro do preço.

A cidade de Lisboa, por exemplo, tem Technal por todo o lado. Como obras mais recentes e conhecidas, evocaria o El Corte Inglês, Expoland, um outro quarteirão que está agora a nascer na zona da Expo e que vai ter hotel e escritórios, o estádio da Luz, o Alvalade XXI e o do Dragão. Bem, talvez estas já possam dar uma ideia do nosso tipo de posicionamento no mercado. É realmente o mercado da qualidade o de maior exigência técnica!

SGG: Como operacionalizam, então, este vosso posicionamento?

RM: Duma forma muito simples e que posso resumir numa frase – “Soluções caso a caso”. Mas,
o desenho dessas soluções pressupõe várias coisas, tais como: primeiro, e acima de tudo, ouvir o cliente e compreender muito bem as suas necessidades e exigências. Depois, desenhar a solução, mesmo que para tal, e não raras vezes isso acontece, ter de se inovar. Isto é, desenhar produtos novos e específicos para a obra que estiver em causa. Por exemplo: para o novo edifício do Alto do Parque, aqui ao lado do El Corte Inglês, tivemos de desenvolver e resolver, especificamente para ele, doze situações novas. Portanto demos respostas a todas as exigências do projecto de arquitectura.
Esta é a nossa postura. A diferença que faz a diferença. Ou seja, “Pensar e agir cliente”.

Claro está que, independentemente desta nossa postura de ter de inovar sempre que é preciso, temos uma oferta de produtos, com elevados padrões de qualidade.

SGG: Claro que para além dessas competências técnicas, existe uma cultura de empresa. Quais são as referências dessa cultura?

RM: Sim… o espírito de equipa, o sentido ético, a intensidade com que vivemos os desafios que os clientes nos colocam e o quanto esses aspectos nos exercitam no plano da criatividade… faz com que tudo isso e muito mais configure uma forma de estar, já interiorizada em cada um de nós, e que portanto torna a nossa cultura como algo perfeitamente natural, na nossa praxis do dia a dia.

Se assim não fosse, não estaríamos a falar da Technal, seguramente. Repare que nós tomamos o futuro nas nossas mãos, pois quando iniciamos a actividade da Technal, em 1974, essa época foi difícil para a construção civil, pois o investimento parou. Mesmo assim vingamos e portanto esse período foi uma excelente escola para nós, pois obrigou-nos a superar-nos. Esse espírito ainda hoje prevalece e têmo-lo vindo a passar aos novos colaboradores.

…trabalhar ao fim-de-semana acontece, o “Não” não existe, quando o problema surge nunca o abordamos pela via mais fácil….

SGG: E quanto ao mercado, em si mesmo, como é que estamos em termos de caixilharia?

RM: Bom, diria que o mercado vai conhecer alterações estruturais profundas. Concretamente, estou a lembrar-me do impacto positivo, mas exigente, que vai ter a aplicação do “Regulamento de Certificação Térmica dos Edifícios!”

Eu diria mesmo que estamos no limiar de uma nova era. É que repare neste exemplo: eu tenho um dado edifício, em cujo projecto está muito claro quais serão os consumos expectáveis de consumos energéticos para a climatização, quer ela seja de Inverno ou de Verão. Refiro-me a consumos específicos como sejam eles de electricidade, gasóleo, gás, gasolina ou outro combustível fóssil. Depois, no final da obra haverá uma verificação técnica, uma auditoria externa, sobre o cumprimento ou não desses requisitos, que se prolongará, para toda a vida do edifício.

Ora isto, vai implicar, por exemplo no caso da caixilharia, um maior conhecimento técnico e solução tecnológica, ao nível da caixilharia, vidros e montagem.

Esta regulamentação também vai incidir no cumprimento de normas ao nível da térmica e muito em particular com um aspecto importantíssimo, o da “Renovação do Ar”.

Repare… os caixilhos vão ter de ser mais bem feitos, mais estanques, mais termicamente inertes. Ora isto também se reflecte ao nível dos vidros a seleccionar, que necessariamente terão de ser maiores e mais grossos. Tudo isto sem que os caixilhos deixem de funcionar como uma pluma! Está a ver as implicações que este regulamento vai trazer?

Portanto, contas feitas, nós vamos ter de entregar uma “janela” com um certificado em como ela está dentro das normas. O mesmo acontecerá para as fachadas, as quais também serão objecto de regulamentação própria.

Não tenho dúvidas que este regulamento será um grande impulsionador da qualidade do mercado. Na Technal, nós já nos estamos há muito a preparar-nos para este momento, pelo que será para nós uma fase natural, sem grandes perturbações, mas sim com respostas antecipadas em relação às exigências do futuro imediato.

SGG: O que é afinal um bom caixilho, ou se quer uma boa janela? Por outras palavras, o vidro é um bom aliado natural do caixilho?

RM: Ah, sem dúvida! Note que a qualidade de uma boa janela, tem a haver com a capacidade dela separar o exterior do interior e manter níveis adequados às expectativas do utilizador.

Por outro lado também a podemos definir como um bom projecto, um bom caixilho, um vidro adequado, e uma óptima montagem.

Para qualquer informação contacte-nos: mkt.sggp@saint-gobain.com

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